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Narrativas em Movimento

Narrativas em Movimento

Promovida pelo Núcleo Zero e contemplada no programa Rumos Itaú Cultural, iniciativa passa por seis municípios de Alagoas

Foto: Divulgação

O projeto Narrativas em Movimento, do Núcleo Zero, pode ser definido como uma versão contemporânea das caravanas circenses que, na era pré-televisão, levavam entretenimento para as cidades do interior do Brasil. Projeto contemplado pelo Rumos Itaú Cultural (2015-2016), um dos principais programas de fomento à cultura do país, passa por seis cidades históricas do interior de Alagoas propondo a criação de vídeos sobre lendas regionais, memórias familiares das pessoas locais. Os conteúdos serão projetados em prédios históricos e nos espaços públicos mais representativos para a comunidade, fortalecendo a visão do alagoano de sua terra e riqueza cultural. O primeiro município a ser visitado é Marechal Deodoro, entre os dias 10 e 15 de novembro.

O grupo utilizará um carro adaptado com um mini estúdio audiovisual em seu interior e projetores e equipamentos de som acoplados na parte externa. Essa estrutura permitirá a itinerância pelas cidades e a realização de um espetáculo visual construído a partir de conceitos e tecnologias modernas, com recursos como a holografia, projeção mapeada e técnicas de animação diversas. O veículo carregará uma equipe multidisciplinar montada para atender as necessidades da proposta, contando com o documentarista Werner Salles, o jornalista Rafhael Barbosa, o animador Weber Salles e Ulysses Lins, técnico de projeção mapeada.

Ações semelhantes de intervenção urbana são comuns nas capitais brasileiras, porém foram pouco experimentadas em localidades do interior do nordeste. “Partindo dessa constatação, pretendemos proporcionar uma experiência marcante para os moradores de cada cidade visitada pelo projeto”, afirma Werner Salles. A interatividade, o envolvimento da população e o sentimento de pertencimento das pessoas com as histórias do local onde vivem são elementos chave da proposta.
Etapas
O processo de trabalho está dividido em três etapas, realizadas durante cinco dias em cada localidade. No primeiro momento, o carro circulará pelas ruas, como um carro de som, divulgando o projeto e convidando a população a levar suas histórias pessoais, afetivas, memórias familiares, lendas regionais, entre outras. A segunda etapa é a realização de uma oficina, com cerca de 30 pessoas.

Foto: Divulgação

Os temas abordados serão educação patrimonial, para falar sobre a ideia de pertencimento do público com a sua cidade, a memória e valorização; técnicas de projeção mapeada, com testes e explicações sobre o processo; e a construção de conteúdo com os participantes, quando serão ensinadas técnicas como stop motion e animação 2D. As narrativas criadas durante as aulas serão trabalhadas a partir do conceito de storytelling.

Depois de selecionadas, as histórias serão editadas e transformadas em micronarrativas animadas. No final de cada dia de trabalho, o automóvel percorrerá novamente as ruas da cidade durante a noite, projetando vinhetas com parte do que foi produzido, como uma forma de ensaio, de convite para o grande dia: a projeção final, que acontece ao fim do processo.

“Estamos construindo conteúdos audiovisuais em cima de pesquisa sobre a história, iconografia e personagens das cidades”, conta Salles. “Esses conteúdos já estão sendo produzidos considerando a superfície arquitetônica dos locais.” Depois de Marechal Deodoro, a visita é em União dos Palmares, seguindo para Piranhas, depois Penedo, Água Branca e, por último, Porto Calvo. Todas elas foram escolhidas pela história que carregam.

De acordo com ele, apesar de possuir um território pequeno, Alagoas foi palco de importantes episódios históricos, convertendo-se em um dos protagonistas do processo de formação do Brasil. Cita, como exemplo, o desembarque do Bispo Sardinha, supostamente morto pelos índios Caetés em 1556, na região onde hoje se situa o município de Coruripe, litoral sul do estado. Tem também o Quilombo dos Palmares, considerado por estudiosos o mais duradouro e mais organizado refúgio de negros escravizados das Américas, o qual mobilizou o maior esforço militar da coroa portuguesa depois do confronto com os invasores holandeses.

“A própria história da ocupação holandesa teve um alagoano entre seus protagonistas: o controverso senhor de engenho Domingos Fernandes Calabar, que colaborou de modo decisivo para as conquistas dos invasores”, afirma. “A presença alagoana acompanha todos os períodos históricos, chegando à formação da República, quando o alagoano Deodoro da Fonseca se torna o primeiro presidente do Brasil, e com Floriano Peixoto, seu sucessor no cargo. ”

Nos séculos seguintes o estado continua na rota dos grandes acontecimentos do Nordeste. “Foi no sertão alagoano que Delmiro Gouveia ergueu a primeira usina hidrelétrica do país”, diz. “No campo cultural, nomes como Graciliano Ramos, Jorge de Lima, Lêdo Ivo, Breno Accioly e Hermeto Pascoal ajudaram a construir o imaginário nordestino com seus olhares tão regionais quanto universais”, continua. “São alagoanas obras imortalizadas pelo cinema nacional, cujas locações se apoiam nas marcantes paisagens do estado, seja o chão rachado do sertão, no mar, a lagoa ou as águas do Rio São Francisco.

Alagoas é o estado que mais possui manifestações populares no país e, mesmo com toda essa riqueza, Werner explica que a população não desenvolveu o reconhecimento destes patrimônios, assim como o sentimento de pertencimento a uma cultura expressiva e ainda reverberante. “Tal processo tem efeitos diversos, influenciando, entre outros aspectos, a relação da população com os espaços urbanos e a arquitetura”, fala. “Nessas cidades que visitaremos, muitos moradores não compreendem a necessidade de preservar o patrimônio arquitetônico, muitas vezes perdendo a chance de explorar comercialmente o potencial turístico que uma cidade histórica costuma possuir.”

Durante o processo, o material filmado, animações, making off, entrevistas, apresentações e participações do público será editado e divulgado nas redes sociais do grupo.

As cidades
Foto: Divulgação

Em Marechal Deodoro a projeção final é feita no Convento Franciscano do Carmo, no dia em que se comemora a Proclamação da República e na cidade natal de Deodoro da Fonseca, o proclamador. O trabalho será justamente em cima desse tema, a história da cidade, que começa com a exploração do pau Brasil, a construção das igrejas seculares, que passa pelo Franciscanismo, a arte sacra, entre outros.

 

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Em União dos Palmares a atividade está programada para o Dia da Consciência Negra, 20 de novembro. As imagens serão sobrepostas na Casa Jorge de Lima, poeta nascido lá. Considerada uma das principais cidades do estado, é banhada pelo Rio Mundaú e conhecida por ser a terra da liberdade, pois foi onde Zumbi dos Palmares, mais precisamente na Serra da Barriga, deu o primeiro grito de liberdade. Movido por essa atmosfera, o Núcleo Zero aborda questões como religiões de matrizes africanas, Zumbi, poemas negros e Jorge de Lima.

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Os prédios tombados pelo Patrimônio Histórico que recebem as projeções dos próximos municípios ainda não foram escolhidos. Nas cidades do interior de Alagoas, os festejos natalinos são importantes e estão associados aos folguedos e presépios. Pensando nessas tradições, no dia 20 o Narrativas estará em Piranhas, para, além de trabalhar com essas questões, conversar com os habitantes sobre lendas, o rio são Francisco e o lampião. No passado, a cidade sediou um combate épico entre um de seus moradores, Seu Chiquinho Rodrigues, e um dos bandos de lampião. O tiroteio entre eles marcou singularmente os valores nordestinos de honra, fé, amor à família. Em Piranhas foram rodados muitos filmes e documentários sobre cangaço e assuntos correlacionados, como Baile Perfumado.

O município é banhado pelo rio São Francisco e foi reconhecido como patrimônio histórico nacional pelo IPHAN. Ainda, Piranhas fez parte da chamada Rota do Imperador, passagem de D. Pedro II, foi palco de inúmeras visitas de artistas notáveis como Altemar Dutra, homenageado com a rodovia e a orla ribeirinha de mesmo nome. Ademais, a cidade abre caminho para o conhecido Canyon do São Francisco, o qual pode ser visito por meio de catamarãs e barcos, muito usados por turistas.

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No dia 10 de janeiro, se comemora a Festa de Bom Jesus dos Navegantes, em Penedo, a próxima parada. Festejo tradicional, indicado para patrimônio Imaterial, é a maior procissão marítima das cidades ribeirinhas do Velho Chico. “O evento é lindo, anda pelas ladeiras do sítio histórico, passa pelo Rio e volta à cidade”, conta Salles. A cidade também abriga a Igreja de Santa Maria dos Anjos, uma das obras primas mais visitadas, foi sede de um dos maiores eventos cinematográficos, o Festival de Cinema, que reuniu importantes artistas brasileiros.

De acordo com Werner Salles, os historiadores discordam sobre a origem de Penedo. Uns dizem que a criação do povoado está relacionada a Duarte Coelho Pereira, primeiro donatário da Capitania de Pernambuco. Outros, afirmam que o responsável foi Duarte Coelho de Albuquerque, segundo donatário da Capitania, que herdou do pai. São sobre esses e outros assuntos que a experiência da trupe, junto à população, se desenvolverá.

A itinerância nos dois municípios seguintes não está ligada a datas comemorativas, mas se atem à história do lugar e dos moradores da mesma forma. No sertão alagoano, em Água Branca, a arquitetura antiga é um de seus maiores atrativos: tem a Igreja Matriz, a Igrejinha do Rosário, o Centro Histórico da Praça da Matriz, Casa do Barão de Água Branca, o calçamento da Praça Fernandes Lima e a Serra do Himalaia. Lá, a projeção é no dia 21.

Até o século 17, o território de Água Branca fazia parte das sesmarias de Paulo Afonso, na Bahia, que compreendiam, também, os atuais municípios de Mata Grande, Piranhas e Delmiro Gouveia, sendo uma das cidades mais antigas do Estado. Antes de ter o nome que carrega, foi chamada de Mata Pequena e Matinha de Água Branca, que veio de uma serra da região, rica em fontes de águas muito limpas. Sua fundação se deve a três irmãos da Família Vieira Sandes, que, liderados pelo Capitão Faustino Vieira Sandes, saíram da localidade de Boacica, hoje parte dos municípios de Igreja Nova e Porto Real do Colégio, no Vale do Itiúba, para desbravarem o sertão.

Para terminar, no fim de janeiro, dia 28, o Núcleo Zero chega em Porto Calvo, um dos primeiros lugares a ser habitado pelos portugueses e a última cidade visitada. A cruzada organizada por Cristóvão Lins percorreu parte do litoral, expulsando os índios e se apossando de suas terras. Lins recebeu o título de alcaide-mor de Porto Calvo em 1600. O povoado foi se formando com o movimento entre o norte e o sul, assumindo características de vila nos primeiros 30 anos do século 17.

A origem do nome vem de uma lenda na qual um velho calvo, que morava às margens do rio, construiu um porto, conhecido como o “Porto do Calvo”. Quando foi elevada, a vila passou a se chamar Bom Sucesso, em homenagem à vitória de Matias de Albuquerque contra os holandeses, mas permaneceu Porto Calvo até os dias atuais.

Sempre presente em fatos políticos, a cidade teve papel saliente nos diversos acontecimentos da Capitania de Pernambuco. Fez-se notável pela parte que tomou na guerra com os holandeses, serviu de base para as forças expedicionárias e como entreposto comercial durante o período da destruição do célebre Quilombo dos Palmares. Tem como filhos ilustres Domingos Fernandes Calabar, Zumbi e Guedes de Miranda, sendo que Calabar se tornou o caso mais famoso de deserção do país.

Além da própria história, o município possui como atrativos a Igreja Matriz, considerada Monumento Nacional pelo Senado Federal e tombada pelo serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; a Igreja de Nossa Senhora da Apresentação, que traz estampada em seu frontispício a data de 1610, como ano de sua conclusão; o Alto da Forca e o rio Manguaba.

SERVIÇO:
Narrativas em Movimento
Rumos Itaú Cultural 2015-2016

Marechal Deodoro
Veja como foi

União dos Palmares
Veja como foi

Piranhas
Veja como foi
Data final: 21 de dezembro, Véspera de Natal

Penedo
Veja como foi

Próximas cidades em definição. Em breve divulgaremos aqui no site e em nossas redes sociais.

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O que saiu na imprensa:

Projeto Narrativas em Movimento emociona o público de Alagoas (Matéria Diário do Poder)
Movimentando e colorindo o interior (CadernoB – Gazeta de Alagoas)
Projeções do Projeto Narrativas em Movimento contam a história de Marechal Deodoro (G1 – TV Gazeta)
Projeto de Educação Patrimonial faz itinerância por Alagoas (Blog Itau Cultural)

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Documentário “JANGADA DE PAU” Será lançado dia 18 no Arte Pajuçara

Documentário “JANGADA DE PAU” Será lançado dia 18 no Arte Pajuçara

Projeto de salvaguarda tem realização do IPHAN Alagoas e produção do Núcleo Zero

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional lança na próxima quarta-feira (18) o documentário etnográfico Jangada de Pau, junto a comunidade de pescadores e jangadeiros de Maceió, e convida ao evento todos que se interessem por aprender e prestigiar os saberes tradicionais de nossa terra e a memória local. O filme é uma produção do Núcleo Zero, empresa que tem extenso currículo na realização de documentários em Alagoas, a exemplo de Imagem Peninsular de Lêdo Ivo (2013), História Brasileira da Infâmia – (2015), e EXU – Além do Bem e do Mal (2012).

Através de um rico registro audiovisual que documentou o modo de fazer jangadas tradicionais, o público poderá contemplar nas telas do cinema a sensibilidade de um trabalho que soube acompanhar com destreza o processo construtivo desta que é, provavelmente, a última jangada em pau de Pita construída no Nordeste. No documentário, são as mãos do Mestre Jesser que nos mostram o fazer, e suas histórias que nos contam do saber: Técnica e Poesia; Passado e Presente; Saberes da terra e dos mares.

O Lançamento do Documentário Etnográfico Jangada de Pau, resultado desta ação de salvaguarda da instituição, e que conta ainda com depoimentos de estudiosos e especialistas, ocorrerá no dia 18 de novembro, às 15 horas, no Cine Arte Pajuçara, em Maceió. Logo após a apresentação do documentário acontecerá um bate-papo entre o Iphan, os produtores do filme, o mestre jangadeiro e o público participante.

SALVAGUARDA DO MODO DE FAZER JANGADAS TRADICIONAIS
O Iphan/AL realizou no ano de 2015 o registro audiovisual do modo de fazer jangadas tradicionais, ação de salvaguarda que visou a elaboração de um vídeo etnográfico sobre o processo de construção da “jangada de pau”. O objetivo da iniciativa foi documentar este importante saber histórico, quase em extinção, além de incentivar e transmitir o conhecimento dessa arte para as novas gerações.

O Brasil, com a diversidade étnica da sua formação cultural, possui uma multiplicidade de tradições na arte de produzir os instrumentos de suporte à navegação e pesca. Nas terras marítimas alagoanas, que até na nomenclatura do Estado referencia a ligação com os meios aquáticos, as tradicionais jangadas, constituídas por cinco ou seis paus ligados uns aos outros por pinos ou cavilhas de madeira, são raridade, principalmente em Maceió, onde sua grande representatividade fez nomear avenida importante no bairro marítimo da Pajuçara de Av. Jangadeiros Alagoanos. E é neste bairro que se pode fazer um dos passeios turísticos mais tradicionais da capital: singrar, em jangadas autóctones, até as piscinas naturais de Pajuçara – aquários naturais, formados apenas na maré baixa, que distam 2km da costa, onde é possível ver diversas espécies da fauna e flora locais. O trajeto, que dura em média 15 min, é feito por pescadores em suas jangadas, porém estas não mais de paus e sim de tábuas.

A representatividade das jangadas de paus que permeiam as lembranças dos mais antigos do lugar pode vir a inexistir devido ao desuso da sua fabricação pelos mestres da madeira. Tal saber poderá ser esquecido se os poucos artesões que ainda o conhecem não o repassarem. Em 2011, Alagoas perdeu o mestre Valdemar Farias dos Santos, o último construtor de jangadas que ainda produzia jangadas tradicionais no Nordeste – segundo informações do especialista em Patrimônio Naval, Dalmo Vieira Filho. A informação gerou inquietude entre os técnicos da Superintendência Estadual do IPHAN em Alagoas – desapareceria a técnica da embarcação simbólica da paisagem litorânea nordestina. Reconhecendo a urgência do registro de todo o processo de produção das jangadas e a continuidade deste saber fazer, e preocupado com o desaparecimento de mestres que dominavam as técnicas, o Iphan-AL, por um acaso do destino, encontrou o mestre Jesser em Maceió/AL, que ainda detinha este conhecimento. Foi ele quem se tornou o executor deste exemplar de jangada em escala natural. Possivelmente tenha sido esta a última jangada em pau de Pita construída nos últimos anos na região. Com uma ação de salvaguarda no valor de R$ 75.784,44, todo o processo – desde a retirada da madeira na mata e o seu transporte para o local da construção, até a apresentação detalhada das ferramentas, técnicas e procedimentos utilizados – foi registrado por empresa contratada para produção de videografismo etnográfico.

A construção da jangada teve como cenário a praia da Pajuçara, em Maceió, diante das jangadas atuais, próximo ainda à balança do peixe, onde há significativo fluxo de pescadores. O processo de construção seguiu os passos tradicionais que tomaram forma pelas mãos do mestre Jesser, que afirmou terem existido jangadas com quase o dobro de tamanho dessa, que saíam com 3 pessoas para pescar por 3 dias, sempre na quaresma. Usavam rede de arrasto. Os peixes eram salgados no mar e cobertos por lona. Ali, dois dos pescadores dormiam, enquanto o outro ficava na “cadeira”.

 

SERVIÇO:
LANÇAMENTO ETONODOCUMENTÁRIO “JANGADA DE PAU”
DATA: 18 de Novembro de 2015
HORÁRIO: 15h00min
LOCAL: Cine Arte Pajuçara
ENDEREÇO: Av. Dr. Antônio Gouveia, 1113, Pajuçara, Maceió/AL.

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NZ é destaque na mídia

NZ é destaque na mídia

Convergência de mídias e trabalhos inovadores realizados pela Núcleo Zero é destaque na mídia.
Confira o que o site Agência A falou sobre a nossa atuação no mercado. 

“A Núcleo Zero não é apenas uma referência em inovação audiovisual em Alagoas, mas uma agência reconhecida e premiada como uma das mais inovadoras na área em todo o Brasil” 

 

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Livro Rio Largo, Cidade Operária

Livro Rio Largo, Cidade Operária

Cliente: Arnaldo Paiva Filho
Job: Projeto Gráfico e ilustrações

Cartaz

 

A Núcleo Zero acaba de mandar para gráfica o Livro “Rio Largo, Cidade Operária” de Arnaldo Paiva Filho. Uma bela pesquisa que resgata a história do  Gustavo Paiva e a trajetória da indústria têxtil em Alagoas. Nas palavras de Golbery Lessa, que assina a apresentação do livro, Arnaldo Paiva Filho “Escolhe bem os fatos, apresenta domínio da bibliografia sobre o assunto, torna públicas fontes inéditas de vários tipos, demonstra perceber os temas decisivos e permanece com o espírito aberto diante das contradições sociais e ideológicas dos seus objetos”. O Lançamento do livro está previsto para 10 de julho, no Cine Sesi, juntamente com o documentário “O Comendador do Povo” de Pedro da Rocha. Resgate importante da nossa história.

Cartaz

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Núcleo Zero retorna ao universo de Lêdo Ivo em projeto de memorial

Núcleo Zero retorna ao universo de Lêdo Ivo em projeto de memorial

Imortal da Academia Brasileira de Letras, o poeta e romancista Lêdo Ivo é um dos mais premiados e prestigiados literatos alagoanos. Traduzida para diversos idiomas, sua obra interessa ao mundo, e principalmente a nós, por lançar luz sobre uma Alagoas muito particular.

“Naturalmente, senti muita alegria por ser reconhecido pelo meu estado natal. Porém, mais que vaidade pessoal, fiquei feliz porque minha longa trajetória poderá ser mostrada para os estudantes”

A visão de Lêdo Ivo sobre sua terra natal compõe um verdadeiro universo particular onde símbolos como o mar, o farol e o curral de peixes ganham significados amplificados. Em sua carreira literária, não faltaram condecorações e prêmios que reconheceram sua dimensão artística. Porém o recém-inaugurado Memorial Lêdo Ivo, espaço projetado no Museu Palácio Floriano Peixoto com curadoria da historiadora Lêda Almeida, projeto arquitetônico de Adriana Guimarães e projeto gráfico e acervo audiovisual do Núcleo Zero, tem uma importância especial para ele.

“Naturalmente, senti muita alegria por ser reconhecido pelo meu estado natal. Porém, mais que vaidade pessoal, fiquei feliz porque minha longa trajetória foi registrada de maneira didática, pedagógica e cultural, e poderá ser mostrada para os estudantes”, diz o autor de Ninho de Cobras.

O Memorial Lêdo Ivo reúne o mais completo acervo sobre a obra do escritor. Estão lá diversos originais, objetos pessoais, certificados, prêmios, sua máquina de escrever, entre outras peças que ajudam a contar sua relação com Alagoas e com a literatura, da infância até aqui.

O espaço é composto por quatro salas. Uma delas é dedicada a uma linha do tempo que acompanha, ano a ano, seus principais feitos.  No hall de entrada, telas exibem vídeos em que Lêdo Ivo discorre sobre os mais diversos temas, de suas influências ao seu método criativo. Complementado o Memorial, não faltam fotos raras e ilustrações criadas para dar vida ao universo retratado em sua obra.

Presente na cerimônia que o homenageou e inaugurou o Memorial, no dia 25 de dezembro de 2010, o poeta reconheceu a relevância da iniciativa. “Um espaço como esse é muito importante para preservar a nossa memória, não deixar que ela se perca. Jorge de Lima, que teve uma obra grandiosa, não teve quem guardasse sua memória. Muita coisa desapareceu. Hoje um estudante encontra muita dificuldade para pesquisar sobre ele”, diz.

IMAGEM PENINSULAR DE LÊDO IVO

“O documentário continua sendo muito reproduzido e comentando até hoje, e sem dúvida deu uma grande contribuição para que minha memória continue viva”

O Memorial não foi à primeira imersão do Núcleo Zero no universo de Lêdo Ivo. Em 2003 ele foi tema do primeiro documentário dirigido por Werner Salles Bagetti.

Vencedor do prêmio DocTV, o filme, veiculado na TV Cultura e outras TVs públicas, ajudou a difundir o nome do escritor para um público ainda maior. “O documentário de Werner continua sendo muito reproduzido e comentando até hoje, e sem dúvida deu uma grande contribuição para que minha memória continue viva”, celebra o poeta.

Foto: Ricardo Lêdo


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Exposição Campo Imaginário | Paulo Santo

Exposição Campo Imaginário | Paulo Santo

O Núcleo Zero registrou a exposição do artista Paulo Santo da Pinacoteca.
Quem perdeu a exposição confira aqui.

Video registro da exposição: Campo Imaginário I – Nudez, um dia das mães. Pinacoteca Universitária – Maceió/Alagoas, junho/julho 2011. Artista: Paulo Santo

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Núcleo Zero marca presença em edital com dois curtas

Núcleo Zero marca presença em edital com dois curtas

Na próxima sexta-feira (15), o público vai conhecer o olhar de cinco novos realizadores alagoanos. A data marca um momento histórico para o audiovisual no estado, com o lançamento das cinco obras inéditas, o quê não acontecia desde o cancelamento do Festival do Cinema Brasileiro de Penedo, no início da década de 80. Os filmes foram contemplados no primeiro Prêmio de Incentivo à Produção Audiovisual em Alagoas, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura, e receberam R$ 15 mil para suas produções.

Com um robusto currículo audiovisual, o Núcleo Zero marca presença na sessão com dois curtas-metragens que levam o selo Filmes Imperfeitos, criado para assinar os projetos de cinema da empresa. O Road-movie KM 58 foi dirigido pelo jornalista Rafhael Barbosa (Chimarrão, Rapadura e outras Histórias) e contou com edição de Werner S. Bagetti, autor dos documentários Imagem Peninsular de Lêdo Ivo e História Brasileira da Infâmia, e vencedor do troféu Candango de melhor Roteiro no Festival Brasília por Tudo Isto me Parece um Sonho, de Geraldo Sarno. O filme acompanha algumas horas definitivas na vida de Miguel (Igor de Araújo). O protagonista dirige numa rodovia semi-deserta, durante a madrugada, visivelmente tenso. Sabe-se pouco sobre ele, além do fato de que está enrascado. No trajeto, alguns acontecimentos acentuam a tensão, mas pouco revelam.

“A tensão não é criada á toa”, explica o diretor, que também é responsável pelo roteiro.

“O desfecho é impactante e faz alusão a crimes de grande repercussão em Alagoas, absorvendo elementos de casos que até hoje permanecem sem solução. Dessa forma, o roteiro pretende ativar a memória e a imaginação da audiência, a quem caberá escrever a história pregressa dos personagens, segundo suas referências”

O Matuto Zé Cará, híbrido de documentário e animação dirigido por Tato Sales, conta as aventuras do personagem homônimo criado pelo cordelista alagoano Jorge Calheiros. A história, narrada pelo próprio cordelista, é ilustrada por desenhos criados pelo artista plástico Weber S. Bagetti. O enredo explora algumas passagens da vida de uma criança que cresceu querendo ser pescador. Do casamento de seus pais até as dificuldades enfrentadas para ter e criar um filho, as situações se desenrolam até a vida adulta do menino, onde aventuras como a perda de sua virgindade e a busca por uma alternativa de emprego, por causa da falta de peixe no rio Poxim, lhe possibilitaram jogar uma partida de futebol no time do Coruripe contra o CRB. Com muito humor e uma narrativa ágil, o curta promete arrancar boas risadas do público.

 

O Núcleo Zero e o audiovisual

Desde 2003, quando o projeto Imagem Peninsular de Lêdo Ivo venceu a primeira edição do prêmio DocTV em Alagoas, a marca Núcleo Zero tem sido associada a arrojados projetos de audiovisual que continuam a repercutir ano após ano. Até hoje reprisado na grade das TVs públicas brasileiras, em 2005 o documentário que biografa o poeta alagoano foi sucedido por História Brasileira da Infâmia – parte I, mais uma vez através do edital DocTV. Dois anos depois foi a vez de O Homem, O Rio e o Penedo, filme etnográfico que apresenta um olhar ao mesmo tempo didático e poético sobre a Festa de Bom Jesus dos Navegantes.

Weber S. Bagetti, que nos projetos anteriores do Núcleo Zero atuou como diretor de arte, agora experimenta seu talento como animador em O Matuto Zé Cará, do também novato Tato Sales.

“Animação é um recurso de linguagem que permite liberdade de invenção sem limites, sem barreiras.

Apesar da falta de experiência no assunto, as tentativas que realizei tem me mostrado ser possível diálogos inusitados de técnicas e texturas. Me encontro atualmente num mergulho na pesquisa e estudo do assunto e tem me revelado um longo caminho a percorrer. O fascínio de colocar desenhos em movimento empregando recursos de dinâmica, trilha sonora, humor, densidade, me faz recorrer ao assunto para expressar determinadas mensagens. A cada novo projeto ganho uma pequena carga de aprendizado e aperfeiçoamento”, revela o artista plástico, que já utilizou técnica semelhante no projeto Meu Pé de Fuló, da Cia. da Meia-noite, espetáculo que mistura teatro com projeção de animações.

Sobre o que será visto em O Matuto Zé Cará, Weber antecipa: “A concepção dos desenhos para esse projeto começou na tentativa de achar o perfil dos personagens e características do ambiente em que se passa a história. Por ser um cordel, seria óbvio utilizar as texturas inerentes à linguagem como xilogravura, com sua economia de cores e a precariedade no acabamento dos desenhos, características marcante nas publicações desse tipo. Resolvi não utilizar diretamente esses conceitos por não querer incorrer na obviedade, abraçando apenas o preto e branco dos cordéis na concepção visual do curta”.

Em fase de conclusão de seu mais recente projeto, o documentário contemplado no prêmio Petrobras Cultural Interiores ou 400 Anos de Solidão, Werner, que compartilhou sua experiência com o estreante Rafhael Barbosa para a realização de KM 58, resume seu sentimento ao colaborar com os novos realizadores.  “Acho que todos os filmes que levam assinatura Núcleo Zero e Filmes Imperfeitos fazem parte do mesmo projeto. O projeto de se construir um núcleo de produção independente. Aqui, aprendemos produzindo e vivemos as experiências de cada filme. Tem sido bastante produtivo essa troca de idéias, acho que reflete no produto final. Mas ainda estamos aprendendo e é esse sentimento  que mais importa pra gente. Experimentar, aprender e produzir”.

 

 

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S. Bernardo reabre o Cine Clube Núcleo Zero

S. Bernardo reabre o Cine Clube Núcleo Zero

A visão de um gênio como Leon Hirszman (Eles Não Usam Black-tie) para a obra de um gigante como Graciliano Ramos está impressa em S. Bernardo (1973), longa-metragem que, apesar de pouco visto, figura entre os maiores clássicos do cinema brasileiro. No filme e também no cultuado romance do autor alagoano, o fazendeiro Paulo Honório (Othon Bastos) “revisa” a trajetória que lhe proporcionou fortuna, mas também lapidou o caráter de homem rude, rancoroso e paranóico. Hipnotizado pelo poder e movido pela cobiça, é capaz de, entre outras coisas, matar os que criam obstáculos para seus propósitos. Assim como a maioria dos personagens de Graciliano, Honório é um retrato fiel da realidade alagoana. Um tipo que, década após década, não se desvincula da nossa cultura. Já foi o senhor de engenho, o coronel, e hoje representa nossa classe política.

Longa foi rodado na cidade alagoana de Viçosa

Quando os índices de violência nos apontam como o Estado com o maior número de homicídios na história do País, nada mais pertinente que buscar entender as origens dessa tragédia social. O cinema de Hirszman e a literatura de Mestre Graça são ótimas ferramentas para refletir sobre quem somos. E por isso escolhemos S. Bernardo para retomar a programação do Cine Clube Núcleo Zero. A sessão vai rolar em breve. Fique atento para a divulgação de data e horário em nossas redes sociais. Você é nosso convidado.

SOBRE O CINECLUBE NÚCLEO ZERO

A publicidade é antropofágica, se nutre de referências de fora de seu universo. E por isso criamos o Cineclube Núcleo Zero para ver, discutir e pensar cinema. Sonho Tcheco, um documentário que analisa o papel da publicidade na sociedade de consumo, inaugurou o projeto. Outras sessões estão previstas, sempre com programação e horário definidos momentos antes. Com isso queremos atingir um público sempre inesperado, disposto compartilhar a experiência de ver um bom filme. Se você quiser participar, fique ligado. Mande seu e-mail para a gente, que a qualquer momento pode rolar a próxima sessão.

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A cultura une nossos clientes

A cultura une nossos clientes

Agora parceiros, a Universidade Federal de Alagoas e o Cine Sesi passam a promover juntos o  Corujão, um dos eventos mais badalados do nosso cenário cultural. Se você está atento para a agenda da cidade nos últimos três anos, certamente já ouviu falar dele, e certamente já se deparou com uma das criações do Núcleo Zero para promover essa maratona de filmes e música que rola na madrugada.

Com o apoio da Ufal, agora o Corujão terá a presença garantida de pelo menos um convidado em todas as suas edições. Serão seis em 2011. A primeira delas aconteceu no último sábado (12), e contou com a presença do renomado produtor Flávio Tambellini, que esteve em Maceió para lançar seu terceiro filme como diretor, a comédia romântica Malu de Bicicleta. Em mais uma noite de casa cheia, o Cine Sesi recebeu o pró-reitor de Extensão da Universidade, Prof. Eduardo Sarmento de Lyra, para ver de perto a iniciativa.

O diretor Flávio Tambellini no primeiro Corujão Sesi/Ufal do ano

UFAL 50 ANOS

Responsável pela comunicação do Cine Sesi desde 2009, esse ano o Núcleo Zero assina a campanha de comemoração dos 50 anos da Ufal. Um desafio recebido com prazer por toda a equipe, que se empenhou para imprimir em cada criação a relevância social da Universidade em todo o território alagoano. Não à toa, a expansão é a principal bandeira da atual gestão da instituição. Nos últimos anos a ampliação dos cursos e dos Campi da Ufal tem levado oportunidade de formação acadêmica para milhares de pessoas em todas as regiões de Alagoas, do Litoral Norte ao Sertão. A transformação já pode ser notada. Como nunca, estudantes de escolas públicas estão entrando na Universidade.

Em veiculação desde o dia 25 de janeiro, a campanha criada pelo Núcleo Zero consegue emocionar e ao mesmo tempo informar dados objetivos sobre as conquistas alcançadas pela Ufal, dialogando assim com o espírito da instituição, que concilia o caráter científico com o aspecto humano. “Expansão do conhecimento, conhecimento que transforma”, é a mensagem que assina as peças da campanha. Mais detalhes sobre o trabalho você confere no nosso portfólio.

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