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Exu, além do bem e do mal no CINE SUL

Exu, além do bem e do mal no CINE SUL

 

Cartaz

 

O Documentário curta metragem “Exu, além do bem e do mal”, foi selecionado para XX Festival Ibero-americano de Cinema e Vídeo 2013.
Sua exbição está marcada para dia 15 de junho, as 19h30 no Centro Cultural Banco do Brasil (cinema 2) no Rio de Janeiro. Amigos cariocas prestigiem. CCBB – Cinema 2 – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – RJ.

teaser Exu

CURTA FAZ INVESTIGAÇÃO POÉTICA SOBRE O MAIS POLÊMICO DOS ORIXÁS

Legba, Bará, Eleguá, Tranca-rua, diabo, capeta… Exu é um dos orixás mais controversos da cultura afro. Interpretado muitas vezes como o diabo pelo catolicismo é constantemente associado ao mal em diversas leituras, até mesmo por alguns autores umbandistas do passado. Porém, o significado do mito Exu, tanto para a Umbanda, quanto para o Candomblé, vai muito além de tudo isso.

No Candomblé Exu é a figura mais humana dos orixás, senhor do princípio e da transformação. Exu é a ordem, aquele que se multiplica e se transforma na unidade elementar da existência humana. Exu não é totalmente bom, nem totalmente mau, assim como o homem: um ser capaz de amar e odiar, unir e separar, promover a paz e a guerra. Sem ele os Orixás e humanos não podem se comunicar, pois Exu faz o papel de mensageiro com cada um dos demais orixás.

Na Umbanda, por sua vez, Exu é o guardião do terreiro e dos médiuns. O documentário EXU – Além do Bem e do Mal, dirigido por Werner Salles Bagetti, nasceu da tentativa de dialogar com todo esse universo simbólico, polifônico e controverso. Suas raízes e seu sincretismo, através de uma perspectiva objetiva – no tratamento do mito sob a ótica antropológica – mas também sob a ótica subjetiva das relações do homem e suas crenças, do real e o sobrenatural.

Contemplado no 2º Edital de Fomento a Produção Audiovisual de Alagoas, o curta-metragem realiza uma imersão no tema por meio de uma investigação poética. A câmera passeia pela cidade e captura silêncios, semblantes e vazios, antes de mergulhar no transe dos terreiros de Candomblé, Umbanda e Jurema Sagrada em celebração a Exu. Em paralelo, um discurso polifônico é construído com as vozes de especialistas do tema, em Alagoas e Pernambuco. Entre os entrevistados estão os babalorixás Manoel Papai, Pai Célio de Iemanjá, Pai Manoel do Xoroquê e o antropólogo pernambucano Roberto Motta.

Cartaz

 

FICHA TÉCNICA

Direção: Werner Salles Bagetti

Concepção de roteiro: Werner Salles Bagetti, Weber Salles Bagetti e Victor Guerra

Produção: Rafhael Barbosa

Direção de fotografia: Michel Rios

Assistente de direção: Victor Guerra

Som direto: Weber Salles Bagetti

Montagem: Werner Salles Bagetti e Rafhael Barbosa

Assistente de montagem: Victor Guerra

Apoio de pesquisa: Thiago Angelin Bianchetti

Still e making of: Vanessa Mota

Mixagem de som: Gil Braga Dantas

Participação Especial: Nilton Resende

Entrevistados:

Antropólogo Roberto Mota

Exu Rei  (Mãe Edilene)

Manoel Papai

Malandro (Marcos  Vinicius de Aguiar Rocha)

Pai Célio de Iemanjá

Pai Manoel do Xoroquê

 

 


1 Comentário a Exu, além do bem e do mal no CINE SUL

  1. You have brought up a very great points , thanks for the post. “For visions come not to polluted eyes.” by Mary Howitt.

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