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KM 58

Cliente: Núcleo Zero
Projeto: Curta Metragem

Trailer KM 58

 

“Selecionado no CINE PE 2012, ganhador da II Mostra Sururu de Cinema Alagoano. Melhor Filme, Melhor Fotografia, Melhor Ator. KM 58 é o título do primeiro curta-metragem de ficção dirigido pelo jornalista Rafhael Barbosa. O filme acompanha algumas horas definitivas na vida de Miguel (Igor de Araújo). Trata-se de um road-movie. O protagonista dirige a esmo numa rodovia semi-deserta, durante a madrugada, visivelmente nervoso. Sabe-se pouco sobre ele, além do fato de que está enrascado. No trajeto, alguns acontecimentos acentuam a tensão, mas pouco revelam. O desfecho é impactante e faz alusão a crimes de grande repercussão em Alagoas, absorvendo elementos de casos que até hoje permanecem sem solução. Dessa forma, o roteiro pretende ativar a memória e a imaginação da audiência, a quem caberá escrever a história pregressa dos personagens, segundo suas referências.

10 Comentários a KM 58

  1. Gabriel

    Que lindo Rhafa! Adorei as fotos, o cartaz e a direção de arte! heuheuheu

  2. Este curta vai dar o que falar, anotem o que estou dizendo! Parabéns ao Rafha e à equipe! Sucesso!

  3. Martín

    foda, raphael. Bota pra quebrar!

  4. Luciano TXU

    Parabéns aos amigos da Nucleo Zero, sempre gostei dos trabalhos mas nao tinha idéia da abrangência dos mesmos, ótimo esse novo canal de voces para que possamos continuar acompanhando o conteúdo produzido por voces. Abraços e boa sorte nesta jornada.

  5. Fodão! Todos na espectativa! Sucesso aê Rafhael!

  6. Fantástico, detonou Rafha …

  7. Pedro Octavio queridooooo ,q bom vê vce no seu mundo este eh o seu lugar…Adorei a iluminação de cena e a fotografia ….Sucesso trasmita á equipe a minha vibração,conte sempre comigo bjos te amo sua mãe CORUJA

  8. Jaclyn Falcão

    Parabéns a todos pelo projeto e excelente escolha do ator, Igor de Araújo… ele é incrível, muito bom esse garoto! Sucesso a todos!!!

  9. Rafhael Barbosa

    Pedi ao meu grande amigo Tiago Padilha uma visão crítica e sem qualquer condescendência sobre KM 58. Ele foi além e me deu esse presente, uma análise precisa e detalhada do curta, quase cena a cena. Sugiro a quem não viu que só leia depois de ver, sob pena de estragar a experiência descobrindo detalhes reveladores. Mas o texto é tão bom que me faz esquecer o spoiler.

    Segue:

    “O design de som e a montagem do filme estão praticamente impecáveis. Abaixo, outros comentários. Perdoe a linguagem deselegante. Os comentários vão na ordem em que as coisas do filme aparecem e como se fosse num vômito só:

    Desde o início, a aura de mistério é muito bem construída: surge o fogo que não sabemos onde ou o que está queimando, ou qual sua amplitude. E aí a atmosfera de perturbação é introduzida com precisão pela banda sonora: ruídos confusos como se fosse um trem deslizando no trilho; uma nota grave quase ininterrupta etc. A textura embaçada. O plano do retrovisor lateral é perfeito: as luz se confundindo e “boiando” no espelho granulado. A atmosfera está toda pronta para receber o personagem em sua primeira aparição: os olhos inquietos, o olhar insistente no retrovisor interno, como se temesse estar sendo seguido. A trilha baixa de volume na hora certa, para dar lugar ao ruído nu da estrada. Nesse momento, eu teria uma pequena ressalva a fazer: creio que não era preciso mostrar o rosto do personagem por tanto tempo, enquanto ele está dirigindo: a expressão de seu rosto é um tanto monótona; talvez outros planos pudesse traduzir melhor seu estado de espírito. Vocês criaram um tema sonoro muito apropriado, que ressurge (e se estabelece de vez) no instante em que aparece o braço acariciando a mão de Igor. Na cena da polícia, o filme não mostra como esse encontro indesejado se resolveu, e isso é ótimo: o aparecimento da polícia (por meio da luz e do som de sirene) se torna quase uma alegoria da tensão que o personagem sente, quase como uma alucinação muito forte e palpável causada por essa tensão. A transição do plano em que a gasolina é despejada no tanque para ele vomitando no banheiro é boa: o barulho vai aumentando até culminar com os cuspes-tosses dele. [Na minha opinião, esse filme é, sobretudo, um estudo sobre a agonia de um indivíduo: por isso, a não-linearidade — o fato de não sabermos em que tempo se situa a cena do banheiro, por exemplo (embora possamos supor que seja o banheiro do posto de gasolina) — não importa, no sentido de não ser incômoda ou despropositada.] Continuemos na cena do banheiro: há detalhes precisos e muito bem pensados: o gotejamento, a luz que dá uns “choques” de desmaio em alguns momentos. De frente para o espelho, quando o plano se inverte da direita do personagem para a esquerda, as cores ficam quase em preto-e-branco, e isso dá uma mudança de atmosfera muito interessante, preparando o caminho para o plano de cima para baixo (plongée, se não me engano); e que plano bom! [Mais colchetes, que aqui significam digressão: o fato de o companheiro dele ser homem é irrelevante, e isso é bom: evita uma discussão idiota sobre homossexualismo e afins. Vocês acertaram em tratar a coisa dessa forma: não há nada que sugira que o personagem tenha dificuldade em lidar com a atração pelo mesmo sexo. Fecha colchetes.] Na segunda vez em que o carro para na beira da estrada, o personagem desce e a câmera continua dentro do carro por um tempo, como se não entendesse — e aí a câmera encarna plenamente o sentimento do espectador — o porquê de ele ter parado e descido ali no meio do nada, como se não soubesse se ele vai voltar logo ou não para o carro, se seria bom descer junto. A câmera só sai do carro quando ele começa a andar para longe do automóvel, e por isso a mudança de plano é absolutamente acertada e justificável. Nesse momento, lembramos novamente o quanto a fotografia ficou boa: a fumaça do cigarro, a luz branca-amarela dos faróis estourando e iluminando apenas uma lasca lateral do personagem. Os flashes que surgem (pedaço da orelha, perna imóvel, olhos do personagem) são acompanhados por um som cortante e intermitente de sufocamento: perfeito! A propósito, parabéns à equipe pelas sutilezas, pelos detalhes muito significativos: quando o carro para pela terceira vez, mostra-se a mão dele ainda segurando o câmbio do carro, o que denota uma última indecisão/hesitação. Outro detalhe interessantíssimo: quando ele arranca a cruz do rosário preso ao retrovisor interno, um gesto brusco que espanta para longe aquela hesitação. Quando ele desce do carro e começa o ritual mórbido, você acertou em deixar a câmera parada e explorar (muitíssimo bem) o extra-plano. Você utiliza bem o som aqui para descrever o que está acontecendo: o ruído do personagem arfando, que faz o espectador saber que ele tirou algo pesado do porta-malas e o está carregando; em seguida ouvimos o baque (doeu mas valeu a pena). Outro detalhe (talvez até involuntário): o vermelho das lanternas traseiras iluminando o personagem quando ele volta para pegar a garrafa de gasolina no carro. E tem as expressões de asco no rosto do Igor.

    Como você vê, adorei o filme. Porém, tem uma coisa extra-filme de que não gostei e, se são vocês que estão incitando essa baboseira, sugiro que parem de fazê-lo. É essa coisa de dizer que o filme alude a crimes de grande repercussão no Estado. Porra, parece um lance publicitário despropositado, que vai de encontro à sutileza do filme que tanto me agradou”.

  10. Larissa Lima

    Eu quero ver. Quero poder prestigiar a realização deste talento. Quando vai pra web? Quem me manda uma cópia? Vou ter fazer contrabando!?
    Mesmo sem ver, já tenho orgulho do que leio. Parabéns!

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